Ele é a bola da vez
Ricardo Stucker/PR
Corintiano, torcedor e presidente. Alguns dos termos que cabem junto do nome do presidente LuLa.
Ele é o entrevistado do programa da ESPN Brasil, Bola da Vez sábado às 22:30.
A equipe do canal, com a entrevista, terá a chance de provar mais uma vez a competência da BOA imprensa esportiva que existe no país e que a "turma do Trajano" representa bem.
A ESPN Brasil é, talvez, o maior e melhor exemplo desta imprensa que não permite nem dá motivos para resmungos de profissionais do esporte, cartolas ou políticos.
Para Lula, o programa gravado na quarta parece ser a chance de convencer que o pós-Pan do Rio 2007 não é um desastre completo ou parcial e de defender a copa de 2014 e o projeto das Olimpíadas de 2016.
Para saber mais, é só linkar no blog do PVC, um dos entrevistadores nesta edição do Bola da Vez junto com João Paulomino e Heuvídio Mattos.
Escrito por Mourão Paiva às 12h22
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Obama e a 'Era da Responsabilidade'
Texto cedido por Fernando Canzian, colunista da Folha nos EUA.
Logo depois de chegar aos EUA, em 1969, Cristopher Hammer, hoje com 66 anos, ganhou o apelido de "black jew" (judeu negro). Era assim que os americanos nativos se referiam aos recém chegados imigrantes negros, assim como ele.

Hammer e sua esposa Jucelin/ Fernando Canzian Folha Imagem
O "judeu" era uma maneira preconceituosa dos norte-americanos de indicar que Cristopher e outros imigrantes eram conservadores e muitas vezes avarentos em suas decisões financeiras, um resquício dos tempos difíceis que esses imigrantes viveram antes de chegar à América.
Os americanos, ao contrário, estavam acostumados a dívidas e à rolagem das respectivas quando a coisa apertava. Viviam como a cigarra, mas falavam mal das formigas.
"Com o tempo, também virei um grande gastador, e me endividei como muitos norte-americanos. Agora, aquela expressão que tanto me ofendia traz até uma ponta de orgulho. Quero voltar a ser um 'black jew' daqui em diante", disse Cristopher no Washington Mall, no dia da posse do presidente Barack Obama.
Minutos depois, em seu discurso de posse, Obama afirmou que os EUA precisam entrar em um novo momento. Em um espírito que foi interpretado como "Era da Responsabilidade", onde não se deve adiar ou deixar de enfrentar decisões difíceis.
O mais doloroso dos desafios que os EUA têm pela frente é um ajuste profundo a ser feito no endividamento das famílias. Juntos, os norte-americanos devem hoje cerca de US$ 20 trilhões em dívidas imobiliárias, de consumo e outras, como créditos à educação de seus filhos.
O valor é uma enormidade: se dividida igualmente entre cada um dos 300 milhões de norte-americanos, levando em conta até os bebezinhos que não sabem nem andar (quanto mais usar um cartão de crédito), a dívida é de US$ 66.600 per capita (R$ 154 mil por cabeça).
Não é à toa que os EUA cresceram tanto nos últimos cinco anos, impulsionados pela concessão irresponsável de crédito por parte dos bancos. Também não admira que esses mesmos bancos agora quebrem em efeito dominó e precisem de ajuda estatal para continuar de pé. As garantias que eles exigiam nas concessões de empréstimos, e o rigor na avaliação dos tomadores, eram totalmente frouxos.
Vinda de Detroit para a posse, a aeromoça da United Airlines Laurie Taylor também diz não ter "nenhum centavo de poupança e um monte de dívidas". Ela é também um exemplo acabado de como a "bolha" imobiliária inflou até explodir.
Endividada "até o pescoço", Laurie comprou quatro imóveis entre 2004 e 2008. Pelo primeiro, tomou um financiamento de US$ 150 mil. Hoje, com o estouro da "bolha", ele vale US$ 20 mil. Pelo último, comprado em 2008, também financiado, pagou US$ 20 mil (há quatro anos, valia US$ 150 mil).
"Agora não sei o que fazer. Não encontro pessoas dispostas a alugar duas das casas, que estão vazias e pendentes de pagamento para os bancos", diz.
É lógico que não podiam acabar bem histórias como a de Laurie, já que não parece razoável que uma simples aeromoça, em um mercado que vem capengando há anos, como o da aviação comercial, tenha encontrado bancos suficientemente impetuosos para lhe fornecer não apenas um, mas quatro financiamentos para comprar quatro imóveis diferentes.
O problema da "Era da Responsabilidade" financeira de Obama é que, seguida à risca, ela tenderá a deprimir ainda mais a atividade econômica, alimentando o ciclo vicioso de menos consumo e crédito, mais desemprego e menos consumo que se instalou na maior economia do mundo.
Talvez seja apenas coincidência, mas a Bolsa de Nova York teve ontem a maior queda da história em um dia de posse presidencial nos EUA. Caiu 4%.
Na posse de Obama, Washington viveu seu grande dia de "Roma moderna". Um tanto decadente, é verdade. Mas a multidão que foi saudar Barack Obama com entusiasmo e os interminaveis desfiles que o pobre presidente suportou não diferiam do que vemos nos filmes de época dos grandes imperadores e reis.
A posse de Obama só mostrou mais uma vez que o espírito humano não muda. É ingênuo e crédulo por natureza em qualquer "salvador da pátria" que se apresente com um verniz mais brilhante e cercado de boas intenções.
OK, Obama é jovem, sereno e inteligente --e substitui Bush, o que já é grande coisa. É também o primeiro negro a ocupar o cargo, e isso merece comemoração, especialmente da maioria negra (foi essa a impressão) que foi ao Washington Mall homenagea-lo.
Mas quando as expectativas são tão imensas, a decepção pode ser ainda maior.
Escrito por Mourão Paiva às 12h04
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Deu no NYTimes
Two Little (Huge) Things Obama Said
By The Editorial Board
There was a lot to reflect on in President Obama's inaugural speech today, but there were two small points that are worth noting, two things that Mr. Obama mentioned that American politicians, especially presidents, never mention: Vietnam and atheism.
To hear most American leaders tell it, the Constitutional freedom of religion allows you to be a Christian, a Jew, a Muslim, a Hindu, a Buddhist, a Christian Scientist, a Sikh - well you get the idea. Basically, a member of any religion. But they never talk about people who do not participate in an organized religion, or are even - gasp! - atheists.
Until today. In talking about defending the American way of life in a frightening world, Mr. Obama said: "We know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus, and non-believers."
At another point in his address, the new president was paying homage to our ancestors, "who carried us up the long rugged path towards prosperity and freedom."
"For us," he said, "they fought and died in places like Concord and Gettysburg, Normandy and Khe Sanh."
Khe Sanh? The 1968 battle in Vietnam that was one of the many times the military leadership badly underestimated the power and intentions of the North Vietnamese Army, at great cost in the lives of American Marines?
Military historians still argue about what happened at Khe Sanh, which has become an iconic symbol of the tragic failures of Vietnam. (Go back and listen to Bruce Springsteen's "Born in the USA" for an example of what we mean.)
So why did Mr. Obama mention the battle? Perhaps because it also is a symbol of the courage and self-sacrifice of the Marines, and he wanted to include their service to America in his speech? We're not certain. But it was interesting to note that he stopped there and did not go on to mention, say, Fallujah.
As for his reference to atheists, the answer could be simple: Mr. Obama actually meant it when he said, "On this day, we come to proclaim an end to the petty grievances and false promises, the recrminations and worn-out dogmas that for far too long have strangled our politics."
Escrito por Mourão Paiva às 11h38
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Dez motivos para blogar
Marta Barcellos, no Espuminha de leite.
1. Você pode (quase) tudo. Quando faltar inspiração, escreva uma lista de dez motivos para fazer alguma coisa. No final, acabará se divertindo.
2. É bom ter audiência, mesmo sem fazer idéia de quem são os leitores. Você apenas precisa aprender a lidar com essa relação meio íntima com leitores tão anônimos.
3. Com o tempo você percebe que sobrevive sem comentários. Segundo as estatísticas, apenas 1% dos leitores deixa um. Então pare de implorar pelos comentários dos amigos.
4. Blogar ajuda a organizar as idéias, exercitar a escrita e você ainda corre o risco de escrever algo realmente bom.
5. Amigos distantes, ou distanciados, se sentem próximos ao ler o seu blog. Você não precisa de orkut para se relacionar, e só se expõe se, e o quanto, quiser.
6. Você está deixando um registro histórico, da sua vida ou da sua época, embora isso pareça uma grande pretensão agora.
7. O fato de blog não dar dinheiro não é motivo para parar. Pense bem: você realmente não começou porque havia essa possibilidade.
8. Provavelmente você terá mais leitores do que se publicar um livro.
9. Você pode terminar uma lista de dez com nove itens e nenhum editor vai chamar a sua atenção.
Escrito por Mourão Paiva às 11h30
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